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NotíciasCriado em 04/08/2020Atualizado em 06/07/2026

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Mais Milhas

Hawaii libera canadenses de quarentena em setembro

O estado do Hawaii conhecido por suas paisagens agora aberto aos canadenses. 

10 min de leitura

Canadenses não precisarão cumprir quarentena para visitar o Hawaii a partir de setembro

Em agosto de 2020, em plena pandemia de COVID-19, uma notícia animou os viajantes norte-americanos: a partir do dia 1º de setembro daquele ano, canadenses poderiam visitar o estado americano do Hawaii sem cumprir o período obrigatório de 14 dias de quarentena. Este artigo preserva o registro histórico daquele anúncio e, mais importante, mostra o que ele nos ensina em 2026 — quando as fronteiras estão abertas, os voos internacionais voltaram com força total e as milhas aéreas seguem sendo o caminho mais inteligente para conhecer destinos como o arquipélago havaiano.

Se você acumulou milhas durante anos e sonha com praias de Waikiki ou vulcões da Big Island, vale entender tanto o contexto da época quanto as estratégias atuais para transformar pontos em passagens — ou em dinheiro, caso a viagem não esteja nos seus planos.

O anúncio de 2020: o que dizia a regra na época

Durante a pandemia, o Hawaii adotou uma das políticas de entrada mais rígidas dos Estados Unidos: todo visitante, americano ou estrangeiro, precisava cumprir 14 dias de quarentena obrigatória ao desembarcar nas ilhas. Para um destino que vive do turismo, o impacto econômico foi enorme.

A mudança anunciada em 2020 estabelecia que, a partir de 1º de setembro daquele ano, as viagens do Canadá ao Hawaii poderiam ser realizadas sem a imposição do período de 14 dias de quarentena — desde que o viajante apresentasse teste negativo de COVID-19 realizado até 72 horas antes do voo.

Alguns detalhes importantes da regra da época:

  • Teste negativo obrigatório: o exame precisava ser feito em até 72 horas antes do embarque.
  • Quarentena como alternativa: quem não conseguisse apresentar o teste negativo não era impedido de entrar, mas precisava cumprir os 14 dias de isolamento.
  • Crianças e adolescentes incluídos: a regra valia para viajantes de todas as idades.
  • Voos diretos do Canadá: as saídas de Vancouver foram retomadas a partir do dia 5 de setembro pela WestJet e do dia 8 pela Air Canada.

Na mesma época, o governo canadense mantinha suas próprias restrições de fronteira, como mostramos em Canadá reabre fronteiras para familiares de residentes e, mais tarde, na exigência de teste PCR negativo para passageiros internacionais. Era um período em que cada país — e até cada estado americano — tinha regras próprias que mudavam a cada semana.

Por que essa notícia importava para o mercado de milhas

Pode parecer estranho, mas anúncios como esse tinham impacto direto no bolso de quem acumulava milhas. Durante a pandemia, milhões de brasileiros e canadenses viram seus planos de viagem cancelados e seus saldos de milhas parados nas contas dos programas de fidelidade. Companhias aéreas estenderam validades, como a Air Canada fez com o prazo das milhas Aeroplan, mas o risco de desvalorização era real.

Cada reabertura de destino turístico — como o Hawaii para os canadenses — reaquecia a demanda por passagens e, consequentemente, o valor das milhas no mercado. Quem entendeu essa dinâmica na época conseguiu decidir melhor entre usar as milhas nas primeiras janelas de viagem ou vendê-las quando a cotação subiu com a retomada.

O que vale em 2026: Hawaii sem restrições e voos normalizados

Hoje o cenário é completamente diferente. As exigências de teste e quarentena ligadas à COVID-19 ficaram no passado, e o Hawaii voltou a receber turistas do mundo todo normalmente. Para o brasileiro, a viagem exige os requisitos habituais de entrada nos Estados Unidos — visto americano válido e passaporte — e nada além disso relacionado à pandemia.

O que permanece atual é a lição de planejamento: destinos de alta demanda como o Hawaii exigem antecedência, e as milhas são a ferramenta mais poderosa para baratear uma viagem que, paga em dinheiro, facilmente ultrapassa R$ 10 mil por pessoa. Se você quer entender o passo a passo de uma emissão internacional, veja nosso guia de como comprar passagem internacional com milhas.

Como chegar ao Hawaii usando milhas em 2026

Não há voo direto do Brasil para Honolulu, então a rota clássica envolve conexão nos Estados Unidos ou no Canadá. Algumas combinações que costumam funcionar bem:

  • Via Estados Unidos com a American Airlines: emitindo com milhas do programa AAdvantage, da American Airlines, é possível voar do Brasil a Dallas ou Los Angeles e seguir para Honolulu na mesma emissão.
  • Via Atlanta ou Los Angeles com a Delta: o programa SkyMiles, da Delta, oferece boa disponibilidade para o Hawaii saindo dos grandes hubs americanos.
  • Via Houston ou São Francisco com a United: as milhas do MileagePlus, da United, cobrem bem as rotas do Pacífico.
  • Via Toronto ou Vancouver com a Air Canada: o Aeroplan, da Air Canada, é uma alternativa interessante para quem encontra boas tarifas em milhas via Canadá — exatamente a rota que a notícia de 2020 reabriu para os canadenses.

Vale lembrar que programas brasileiros também dão acesso a essas rotas por meio de parcerias: milhas Smiles podem emitir voos de parceiras americanas, e o LATAM Pass permite resgates em companhias parceiras da aliança. Para entender como essas redes funcionam, leia sobre as alianças globais Star Alliance, SkyTeam e Oneworld.

Quantas milhas custa um Hawaii?

Os valores variam conforme programa, temporada e antecedência, mas em linhas gerais uma ida e volta do Brasil a Honolulu em classe econômica costuma exigir algo entre 80 mil e 140 mil milhas por pessoa, mais taxas de embarque. Em alta temporada (verão americano e festas de fim de ano), a exigência sobe bastante — por isso emitir com 6 a 10 meses de antecedência faz diferença enorme no custo.

Antes de emitir, faça sempre a conta do valor do milheiro embutido na passagem: divida o preço em reais pela quantidade de milhas exigida. Se o resultado ficar abaixo da cotação de venda do seu milheiro — que no Brasil oscila na faixa de referência de R$ 16 a R$ 30 —, pode ser mais vantajoso vender as milhas e comprar a passagem em dinheiro numa promoção.

A lição permanente: milhas paradas são dinheiro parado

A pandemia deixou um aprendizado que continua válido em 2026: planos de viagem mudam, fronteiras fecham e abrem, empregos e agendas se transformam — e as milhas ficam lá, sujeitas a prazos de validade e à desvalorização progressiva das tabelas de resgate.

Se em 2020 o problema era não poder viajar, hoje o problema mais comum é acumular mais milhas do que se consegue usar. Nos dois cenários, a resposta racional é a mesma: tratar as milhas como patrimônio. Isso significa:

  1. Monitorar a validade dos saldos em cada programa para nunca perder milhas por expiração.
  2. Comparar sempre o valor de uso (emissão de passagem) com o valor de venda (cotação do milheiro).
  3. Vender o excedente quando não há viagem no horizonte, transformando pontos ociosos em renda extra.

A venda de milhas é legal no Brasil — as milhas são patrimônio do titular — e empresas consolidadas tornam o processo simples e seguro. A Mais Milhas, líder no mercado brasileiro com mais de 10 anos de atuação (CNPJ 26.878.221/0001-50), oferece cotação gratuita e pagamento via PIX ou transferência, com opção de recebimento antecipado. Se você tem milhas acumuladas desde a época da pandemia e ainda não decidiu o que fazer com elas, uma cotação leva minutos e não custa nada.

Vale mais usar ou vender as milhas para conhecer o Hawaii?

Depende do seu perfil e do momento. Veja os dois caminhos:

Usar as milhas na emissão

Compensa quando você encontra disponibilidade promocional em classe econômica ou, principalmente, em executiva — voos longos como Brasil–Hawaii em cabine premium costumam entregar valor por milheiro muito acima da cotação de venda. Estratégias para pagar menos estão no nosso guia de como viajar com milhas gastando o mínimo possível.

Vender as milhas e pagar em dinheiro

Compensa quando as passagens em dinheiro estão em promoção, quando seu saldo está espalhado em vários programas sem atingir o mínimo para emissão, ou quando a viagem ainda não tem data. Nesse caso, o dinheiro da venda entra na conta e você compra a passagem quando e como quiser — inclusive em companhias que não participam do seu programa de fidelidade. Saiba identificar o melhor momento para vender milhas antes de decidir.

Perguntas frequentes sobre a quarentena no Hawaii e viagens com milhas

O Hawaii ainda exige quarentena de visitantes?

Não. As regras de quarentena e teste obrigatório eram medidas temporárias da pandemia de COVID-19, em vigor entre 2020 e 2022. Em 2026, a entrada no Hawaii segue apenas os requisitos normais de imigração dos Estados Unidos.

O que a regra de setembro de 2020 mudou para os canadenses?

A partir de 1º de setembro de 2020, canadenses puderam visitar o Hawaii sem cumprir os 14 dias de quarentena, desde que apresentassem teste negativo de COVID-19 feito até 72 horas antes do voo. Sem o teste, a quarentena continuava obrigatória.

Quais companhias retomaram os voos diretos do Canadá ao Hawaii em 2020?

Os voos diretos saindo de Vancouver foram retomados pela WestJet a partir de 5 de setembro e pela Air Canada a partir de 8 de setembro de 2020.

Brasileiro precisa de visto para ir ao Hawaii?

Sim. O Hawaii é um estado americano, então valem as regras de entrada dos Estados Unidos: passaporte válido e visto americano de turismo (B1/B2) são obrigatórios para brasileiros.

Quantas milhas preciso para viajar do Brasil ao Hawaii?

Em classe econômica, uma ida e volta costuma exigir entre 80 mil e 140 mil milhas por pessoa, dependendo do programa, da temporada e da antecedência da emissão, além das taxas de embarque.

Qual o melhor programa de milhas para emitir voos ao Hawaii?

Programas americanos como AAdvantage, SkyMiles e MileagePlus têm a melhor disponibilidade para Honolulu. O Aeroplan, da Air Canada, é uma boa alternativa via Canadá. Programas brasileiros como Smiles e LATAM Pass dão acesso via companhias parceiras.

Existe voo direto do Brasil para o Hawaii?

Não. Toda viagem do Brasil a Honolulu envolve pelo menos uma conexão, geralmente em cidades como Dallas, Los Angeles, Houston, Atlanta, Toronto ou Vancouver.

Milhas acumuladas na pandemia ainda valem alguma coisa?

Depende do programa e de você ter mantido o saldo válido. Muitos programas estenderam validades em 2020 e 2021, mas milhas paradas tendem a se desvalorizar com os reajustes das tabelas. Se não há viagem planejada, vender o saldo pode ser a forma mais eficiente de aproveitar esse patrimônio.

É seguro vender milhas em vez de usá-las?

Sim, desde que a negociação seja feita com uma empresa consolidada, com CNPJ ativo, contrato claro e boa reputação. A venda de milhas é legal no Brasil, pois as milhas pertencem ao titular.

Como saber se vale mais vender ou usar minhas milhas para o Hawaii?

Divida o preço da passagem em reais pela quantidade de milhas exigida na emissão. Se o resultado for maior que a cotação de venda do milheiro (faixa de referência de R$ 16 a R$ 30), use as milhas; se for menor, venda e compre a passagem em dinheiro.

Leia também:

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