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MilhasCriado em 08/03/2023Atualizado em 06/07/2026

Escrito por:

Renan Pipolo

Como comprar passagem internacional com milhas: o guia

Como saber se tem milhas disponíveis? E como consultá-las para poder vendê-las? Vem aqui!

9 min de leitura

Como comprar passagem internacional com milhas: o guia

Se você é um viajante frequente, dentro do Brasil ou fora, provavelmente já ouviu falar sobre os programas de milhas das companhias aéreas. Mas você sabe como comprar passagem internacional com milhas? E, mais importante, quantas milhas são necessárias para uma viagem internacional?

Neste guia completo, atualizado para 2026, vamos responder a todas essas perguntas e muito mais. Da América do Sul para qualquer lugar do mundo: se você quer saber se vale a pena emitir aquela viagem com milhas — ou se compensa mais vender o saldo e pagar a passagem em dinheiro —, aqui é o seu lugar.

Como comprar passagem internacional com milhas

Existem basicamente três caminhos para comprar passagem internacional com milhas aéreas: diretamente com a companhia aérea, por meio de um programa de fidelidade ou com um cartão de crédito que acumula pontos. Vamos analisar cada um deles em detalhes.

Companhia aérea

As companhias aéreas permitem que você emita passagens com milhas diretamente pelo site. Para isso, você precisa ter conta no programa de fidelidade da empresa e milhas suficientes para a viagem desejada. Geralmente, é possível emitir em qualquer classe, da econômica à primeira classe.

É importante destacar que os valores em milhas variam bastante dependendo do destino, da época do ano e da quantidade de assentos disponíveis — em 2026, a precificação dinâmica é o padrão do mercado, então o mesmo voo pode custar quantidades muito diferentes de milhas conforme a demanda.

Programa de fidelidade

Outra forma de comprar passagem internacional é usar o programa de fidelidade como um banco de milhas: você acumula pontos voando ou comprando em parceiros e resgata passagens em diversas companhias parceiras do programa. Programas brasileiros como Smiles, LATAM Pass e Azul Fidelidade dão acesso a dezenas de companhias internacionais por meio das alianças globais Star Alliance, SkyTeam e oneworld e de parcerias bilaterais.

É uma ótima opção para quem quer acumular milhas em um único programa e ter mais opções de resgate — um saldo Smiles, por exemplo, pode emitir voos em companhias parceiras para destinos que a GOL não atende.

Cartão de crédito

Por fim, os cartões de crédito com programas de recompensas são a fonte de acúmulo mais consistente para a maioria dos brasileiros. Cada compra gera pontos que podem ser transferidos para os programas aéreos — de preferência durante campanhas de bônus, que multiplicam o saldo. Saiba a hora certa de transferir os pontos do cartão.

Alguns cartões oferecem ainda benefícios extras, como acesso a salas VIP nos aeroportos, descontos em hotéis e aluguel de carros. No entanto, é preciso cuidado para não acumular dívidas: os juros do rotativo destroem qualquer vantagem em milhas.

Quantas milhas para uma viagem internacional?

A quantidade de milhas necessárias varia bastante dependendo do destino, da época do ano e dos assentos livres. Em geral, quanto mais longe o destino e mais alta a temporada, mais milhas são necessárias.

Para ter uma referência: uma viagem de ida e volta para a Europa costuma custar entre 40 mil e 100 mil milhas em classe econômica, dependendo da companhia e da época do ano. Já para os Estados Unidos, os valores podem variar entre 20 mil e 80 mil milhas. Destinos na América do Sul saem por bem menos — há inclusive destinos internacionais que exigem poucas milhas.

É importante ressaltar que esses valores mudam a qualquer momento com a precificação dinâmica. Fique de olho nas promoções e nas mudanças de tabela — e não esqueça das taxas de embarque, que são pagas em dinheiro e podem ser altas em algumas companhias europeias. Antes de emitir, vale conferir os erros comuns ao resgatar milhas internacionais e como evitar.

Dicas para acumular mais milhas

Agora que você já sabe como comprar passagem internacional com milhas, vamos às dicas para acumular mais pontos e garantir aquela viagem tão desejada.

1) Escolha um programa de milhas principal

Antes de mais nada, escolha o programa de uma companhia com a qual você voa com frequência — ou que tenha uma boa rede de parceiros para o seu destino preferido. Concentrando o acúmulo, você atinge mais rápido o saldo necessário para resgates relevantes.

2) Utilize cartões de crédito que acumulam pontos

Procure cartões com boa pontuação por real gasto, bônus de boas-vindas e parcerias com os programas que você usa. Concentre os gastos da casa em um único cartão para acelerar o saldo.

3) Faça compras em parceiros do programa

Muitos programas têm parcerias com lojas online, hotéis, locadoras e serviços. Ao comprar por meio dos shoppings dos programas, você acumula pontos extras sem gastar nada a mais.

4) Fique atento às promoções

Companhias e programas oferecem promoções constantes: bônus de transferência de pontos do cartão (que podem dobrar seu saldo), descontos em compras em parceiros e até passagens com valores reduzidos em milhas. As campanhas se repetem em ciclos — acompanhar as newsletters faz diferença real no saldo.

5) Utilize a milhagem com sabedoria

Nem todo resgate vale a pena. Às vezes, é mais vantajoso pagar a passagem em dinheiro e guardar (ou vender) as milhas. A conta é simples: divida o preço da passagem em reais pela quantidade de milhas exigida — se o resultado for menor que a cotação de venda do milheiro, a emissão não compensa. Fique atento também às taxas de embarque, que variam bastante entre companhias.

Emitir com milhas ou vender as milhas? A conta de 2026

Essa é a pergunta que todo dono de um bom saldo deveria fazer antes de emitir. Em 2026, o milheiro (1.000 milhas) é negociado no Brasil numa faixa de referência de R$ 16 a R$ 30, variando diariamente — como exemplos ilustrativos, LATAM Pass em torno de R$ 18, Smiles perto de R$ 20 e TudoAzul cerca de R$ 17.

Exemplo prático: uma emissão para Lisboa por 80.000 milhas ida e volta. Vendendo esse saldo a R$ 20 o milheiro, você teria R$ 1.600 em dinheiro. Se a mesma passagem estiver custando R$ 2.800 em dinheiro, a emissão vence; se houver uma promoção em dinheiro por R$ 1.400, a venda vence — e ainda sobra troco. Escolher bem o período da viagem à Europa muda completamente essa conta.

Para inspirar o planejamento, veja também os 10 melhores destinos para viajar usando milhas aéreas.

Resumo e conclusão

Comprar passagem internacional com milhas é uma ótima opção para quem quer economizar e aproveitar as vantagens dos programas de fidelidade. O segredo está em escolher um programa que atenda às suas necessidades, acumular de forma estruturada e usar a milhagem com sabedoria, comparando sempre o custo em milhas com o preço em dinheiro.

Lembre-se de que a quantidade de milhas necessária para uma viagem internacional varia bastante — fique atento às promoções, às mudanças de tabela e às taxas de embarque. Agora que você sabe como funciona, é hora de começar a acumular pontos e planejar sua próxima viagem internacional. Boa sorte e boa viagem!

Mas antes, que tal entender um pouco sobre a Mais Milhas?

Caso queira vender suas milhas, a Mais Milhas é uma excelente opção — inclusive para milhas de programas internacionais. Com mais de 10 anos de atuação, é líder na compra de milhas de pessoas físicas no Brasil (CNPJ 26.878.221/0001-50), conhecida pela excelência no atendimento, rapidez no pagamento e valores competitivos.

O processo é totalmente online e seguro: a cotação é gratuita, e o pagamento é feito via PIX ou transferência bancária, com opção de recebimento antecipado. E vale lembrar: vender milhas é legal, pois elas são patrimônio do titular.

Quer fazer um teste? Faça uma cotação gratuita agora mesmo e aproveite suas milhas da melhor forma.

E se sobrarem milhas em programas internacionais, dá para transformá-las em dinheiro: a Mais Milhas cota milhas do Emirates Skywards, do Flying Blue (Air France-KLM), do Miles & More, da Lufthansa, do Aeroplan (Air Canada) e do Mileage Plan, da Alaska.

Perguntas frequentes sobre passagem internacional com milhas

Quantas milhas preciso para ir à Europa?

Em classe econômica, uma ida e volta para a Europa costuma custar entre 40 mil e 100 mil milhas, dependendo da companhia, da rota e da época do ano. Baixa temporada e antecedência reduzem bastante esse valor.

Quantas milhas preciso para os Estados Unidos?

Os valores costumam variar entre 20 mil e 80 mil milhas na ida e volta em econômica, conforme a companhia e a demanda. Datas flexíveis e promoções podem baixar o custo consideravelmente.

Posso emitir passagem internacional em companhias parceiras?

Sim. Programas como Smiles, LATAM Pass e Azul Fidelidade permitem resgatar voos em companhias parceiras e nas alianças globais, ampliando muito as rotas disponíveis com o mesmo saldo.

Além das milhas, pago algo na emissão internacional?

Sim, as taxas de embarque e encargos são pagos em dinheiro e variam por aeroporto e companhia. Em algumas europeias, essas taxas podem chegar a centenas de reais — inclua-as na conta antes de decidir.

Com quanta antecedência devo emitir uma passagem internacional com milhas?

Para rotas concorridas, dois a três meses ou mais aumentam a chance de encontrar bons preços em milhas. Assentos promocionais em alta temporada esgotam rápido.

É melhor usar milhas ou pagar a passagem em dinheiro?

Depende da conta: divida o preço em reais pela quantidade de milhas exigida e compare com a cotação de venda do milheiro. Se a passagem em dinheiro estiver promocional, muitas vezes vender as milhas paga o bilhete e ainda sobra troco.

Milhas de programas internacionais podem ser vendidas?

Sim. A Mais Milhas cota milhas de programas como Emirates Skywards, Flying Blue, Miles & More, Aeroplan e Alaska Mileage Plan, além dos programas brasileiros.

Quanto vale o milheiro em 2026?

A faixa de referência no Brasil é de R$ 16 a R$ 30 por 1.000 milhas, variando diariamente por programa e demanda. Uma cotação gratuita informa o valor exato do seu saldo no dia.

Pontos do cartão de crédito servem para passagens internacionais?

Sim. Basta transferi-los para um programa aéreo — de preferência durante campanhas de bônus, que aumentam o saldo recebido — e emitir o voo desejado pelo site do programa.

Vender milhas é legal e seguro?

Sim, vender milhas é legal: elas são patrimônio do titular. Para segurança, negocie com empresas consolidadas, com CNPJ ativo, contrato claro e pagamento via PIX ou transferência bancária.

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